O Projeto

Apesar de Salvador ser uma cidade que possui certa agitação cultural, grande parte desta produção se concentra nas regiões centrais da cidade. A periferia fica carente da realização de projetos culturais, poucos possuem acesso aos meios de produção, nem ocorre com freqüência a circulação de artistas nestas localidades. Este projeto tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento de grupos musicais da periferia de Salvador, estimulando a descentralização e a democratização do acesso à cultura e a produção cultural. Ele nasce da observação da riquíssima cena musical da periferia, junto com o desejo de um dos idealizadores do projeto, o músico, produtor musical e agitador cultural, Irmão Carlos, de circular com seu trabalho musical dentro de Salvador.

Esta iniciativa consiste na realização de diversas atividades estruturantes para o desenvolvimento de um produto cultural. Ele será uma incubadora para artistas/produtores locais, que receberão capacitação, material e estrutura para criação, produção e difusão do seu produto na área de música.

Incubadoras são ambientes de trabalho planejados para apoiar empreendimentos nascentes com grande potencial inovador. Elas capacitam e auxiliam essas iniciativas em seus primeiros passos no mercado, através de suporte e consultoria em diversos segmentos (Governo do Rio de Janeiro. Incubadoras Rio Criativo. Disponível em: <http://www.riocriativo.rj.gov.br/site/sobre-o-nucleo-2/>. Acesso em: 03/02/2015.

  1. Seleção:
  2. Capacitação: realização de oficinas.
  3. Produção: gravação de um single e ensaio fotográfico, criação de perfil em mídia social.
  4. Difusão/circulação: realização de apresentação musical.
  5. Avaliação:

 

Dentro do projeto existem princípios norteadores que permearão todas as fases: consultoria técnico-cultural e elaboração e geração de produtos culturais.

O projeto ocorrerá em 5 Territórios Culturais do município de Salvador, são eles: TCI – Território Cultural Cidade Baixa e Ilhas; TLC – Território Cultural Liberdade/São Caetano e Centro/Brotas; TCP – Território Cultural Cabula/Tancredo Neves e Pau da Lima; TVC – Território Cultural Valéria e Cajazeiras; TPI – Território Cultural Barra/ Pituba e Itapuã/ Ipitanga. podendo qualquer banda dos bairros populares localizados nestes territórios se inscreverem. Cada território deste compreende um conjunto de bairros, cujos bairros centrais dão nome aos mesmos.

CADA FASE DO PROJETO ENVOLVE as atividades detalhadas a seguir:

A primeira fase (seleção): seleção de grupos musicais que irão participar do projeto. Nesta fase será escolhida uma banda por bairro, conforme convocatória.
A comissão de seleção será composta pela equipe técnica do projeto. Será aberto o processo seletivo por 15 dias, conforme minuta da convocatória (em anexo).

Segunda fase (capacitação): realização de ações de formação em competências criativas envolvendo as respectivas bandas selecionadas. Esta fase consiste na realização das seguintes oficinas com todas as bandas:

 

A segunda fase funcionará como uma pré-produção para a terceira. Durante todas as oficinas da segunda fase, os participantes terão que iniciar o desenvolvimento de um produto: 1 – projeto de pré-produção das músicas a serem gravadas: arranjo, instrumentos, músicos, etc; 2 – um projeto de realização de show musical (incluindo pré-produção, produção, divulgação e pós-produção); 3 – perfis em mídia sociais (twitter, facebook, youtube, etc); 4 -elaboração de projeto gráfico para mídia impressa (panfletos e cartazes) e o material gráfico que irá compor o CD/coletânea. Estes produtos da segunda fase serão finalizados/executados na terceira e quarta fase.

Terceira fase (produção): agora será realizada a produção musical (gravação, mixagem, masterização) e de um ensaio fotográfico da banda, sobre co-direção dos próprios grupos e orientação do produtor musical Irmão Carlos e da fotógrafa Denisse Salazar, este ensaio fotográfico irá compor o material de divulgação e as peças gráficas.Todas as bandas selecionadas receberão 100 cópias do coletânea com 3 músicas de cada banda e o ensaio fotográfico.

Quarta fase (difusão/circulação): os perfis nas respectivas mídias sociais serão finalizados e colocados no ar, sendo disponibilizadas nas redes as fotos e as músicas produzidas na fase anterior. Serão impressos os panfletos e cartazes e aplicada a estratégia de divulgação. Por fim, ocorrerá o show com a banda convidada, a banda local selecionada pelo projeto (que receberá o cachê do show) e a banda que ficou em segundo lugar na seleção (objetivando promover ainda mais a produção artística local). A banda convidada será uma banda de destaque no cenário independente local.

Quinta e última fase (avaliação): ao final do projeto será avaliado o valor gerado com o processo de incubação – o antes e o depois. Também nessa etapa será realizado um seminário com todas as bandas com o objetivo de se criar uma rede entre elas, estimular a trocar experiências e fomentar a futuras produções conjuntas. Ao final do projeto será realizado um show final envolvendo todas as 5 bandas.

Em sua segunda edição, a primeira ocorreu em 2013, a Incubadora Sonora vem reafirmar a necessidade de se investir na produção musical de artistas promissores. Apoiado pelo Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura com recursos do Fundo de Cultura da Bahia, pelo edital 04/2013 de Economia Criativa.